Brasil: um País que deveria ter sido do futebol, mas que perdeu espaço para a Europa

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Enquanto os dirigentes de futebol no Brasil vivem chorando miséria, os grandes times do Mundo vendem e fortalecem a marca. Não, essa não é uma afirmação de jornalista sem base de esporte. Ao contrário. Os dados que foram divulgados esta semana revelam que o valor dos patrocínios nas camisas deu um salto de 24% em apenas um ano nas seis principais ligas do Mundo: a Premier League, da Inglaterra; a Bundesliga, da Alemanha; a Primera División, da Espanha; a Ligue 1, da França; a Série A, da Itália; e a Eredivisie, dos Países Baixos.

Mas não apenas os times ganham com os patrocínios. Os patrocinadores também saem felizes da parceria. De acordo com pesquisa da Repucom sobre marketing esportivo, os patrocinadores pagaram E$ 687 milhões (US$ 778 milhões) em acordos de patrocínio para camisas nesta temporada. Na temporada passada foram investidos E$ 522 milhões. E a matemática é lógica: você só investe mais naquilo que te deu lucro!
Nos últimos 10 anos, a receita com camisas mais do que duplicou para as ligas. A Premier League inglesa lidera o grupo com E$ 213 milhões em patrocínios de camisa, 36% a mais do que no ano passado. A Espanha, que está em terceiro lugar, atrás da Alemanha, cresceu 30%.

E quais os times que mais conseguem patrocínios? A conta também é fácil. São aqueles que conseguem mais vitórias. Vou repetir: aqueles que conseguem mais vitórias. Estes são os times mais ricos do Mundo. Primeiro, os títulos, depois o patrimônio. Bem diferente dos times brasileiros que, ou não sabem administrar, ou tem planejamento equivocado no tocante ao Marketing – caso típico, por exemplo, do Clube Atlético Paranaense. O Furacão das Américas não tem conseguido vencer o Foz do Iguaçu, que jamais foi um rival em nível técnico…

Para comprovar o que estou dizendo, dos 20 times da Premier League inglesa, os cinco principais nas atuais classificações respondem por cerca de 60% da receita global com camisa. Os dez times do final da lista recebem apenas 16%. Se formos olhar para os patrocínios na Espanha, vamos ver que a lógica é ainda mais acentuada: dos 20 clubes da primeira divisão, os cinco primeiros da tabela atual respondem por 84% da receita com camisa.

Preciso provar ainda mais que as vitórias são proporcionais aos patrocínios adquiridos? É claro que a competência da equipe de vendas de um clube conta e conta muito. Mas muito mais do que competência, o que falta é visão estratégica e bem definida, feita por profissionais competentes! Aliás, competência também é marca de negócio.


* Luciana Pombo é jornalista, especializada em Marketing, atleticana e diretora executiva da Ventura Comunicação & Marketing. Texto originalmente publicado na Furacao.com: http://www.furacao.com/opiniao/fala.php?cod=28493&fb_comment_id=fbc_1111598182199227_1113020655390313_1113020655390313#f396d66558.

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